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Clubes privados de networking: a nova forma de conexão dos executivos, empreendedores e investidores paulistas

  • Foto do escritor: Dany Lederman
    Dany Lederman
  • 31 de jul.
  • 3 min de leitura

Atualizado: 5 de ago.

Por Dany Lederman Executivos, empreendedores e investidores estão deixando de lado os grandes eventos de networking como feiras, congressos e coquetéis corporativos — para se conectar em espaços privados, fechados e por convite. Clubes privados de networking como o Soho House, que já é um fenômeno global em cidades como Londres, Nova York e Los Angeles, está na capital paulista há 2 anos e cada vez mais se torna símbolo dessa mudança de comportamento.

O que são os clubes privados de networking

Soho House_foto divulgação site
Soho House_foto divulgação site

Diferente de um evento pontual, um clube fechado funciona como uma comunidade contínua. O acesso costuma ser por convite ou aprovação de membresia, o que cria um ambiente mais curado: as pessoas que estão ali, em geral, já passaram por um filtro de perfil profissional, interesses ou trajetória. Isso muda completamente a dinâmica da conversa — em vez de trocar cartões de visita às pressas, os membros têm tempo e espaço para construir relações mais genuínas, muitas vezes em um café da manhã, um almoço de trabalho ou simplesmente em um sofá compartilhado no meio da tarde.

Por que esse modelo tem ganhado espaço em SP

Alguns fatores explicam a força dessa tendência na cidade:

1. Saturação dos eventos tradicionais. São Paulo é uma das cidades com mais eventos de negócios da América Latina, mas isso também gerou uma certa fadiga. Muita gente, muito barulho, pouco tempo de qualidade — a sensação de "networking raso" fez com que profissionais mais seniores buscassem alternativas com menos volume e mais profundidade.

2. Curadoria como valor. Em um clube fechado, o valor não está apenas no espaço físico, mas em quem está por trás da porta. Saber que os outros membros passaram por um processo de seleção gera confiança mais rápido, algo essencial em relações de negócio.

3. Ambiente híbrido entre trabalho e vida social. Esses espaços misturam design, gastronomia e programação cultural com estrutura de coworking e salas de reunião. Isso permite que uma reunião de negócios aconteça no mesmo lugar onde, horas depois, rola um evento cultural ou um happy hour — reduzindo a fricção entre vida profissional e pessoal.






4. Discrição. Para quem lida com negociações sensíveis, parcerias estratégicas ou simplesmente prefere manter uma rotina mais reservada, o ambiente fechado oferece privacidade que um evento aberto não consegue garantir. Fotografias e gravações não são permitidas dentro da Soho.

O perfil de quem frequenta

O público desses clubes em São Paulo é bastante diverso: fundadores de startups em rodadas de investimento, executivos de multinacionais, profissionais de mercado financeiro, criadores de conteúdo, nomes ligados ao mercado imobiliário e de tecnologia e até políticos. O que os une não é necessariamente o setor de atuação, mas a busca por um ambiente onde relações de confiança se constroem com mais naturalidade — longe da lógica de "cartão de visita e adeus" dos eventos tradicionais.


Uma tendência que veio para ficar

O crescimento de clubes fechados em São Paulo acompanha um movimento mundial de valorização de comunidades menores e mais intencionais. Em um mercado cada vez mais digital, onde é fácil conectar-se com milhares de pessoas online, o valor do encontro presencial, seletivo e recorrente se tornou um diferencial competitivo real. Não é exagero dizer que, para boa parte dos profissionais paulistanos, esses espaços deixaram de ser um luxo pontual e passaram a ser parte da rotina de trabalho.



SOBRE DANY LEDERMAN

Dany Lederman escreve sobre São Paulo, cafés, gastronomia, viagens, cultura urbana, finanças, filmes, livros, lifestyle e comportamento contemporâneo.


 
 
 

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